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Conheça as novas regras da língua portuguesa
Primeiro de janeiro de 2009 marca, além do novo ano, o início do período de transição para a nova ortografia. Desse dia até o último de 2012, todos no Brasil terão que se adequar às novas regras, pois, pelo cronograma de implantação do acordo, em janeiro de 2013 toda a produção escrita em língua portuguesa terá de seguir a nova ortografia.

Muitos, como grandes jornais e revistas do nosso país, estarão aderindo ao acordo logo no início. E é claro que haverá os equívocos, pois sair de uma ortografia usada há décadas para entrar noutra não é simples. Mas essa etapa de equívocos será necessária, pois só praticando as novas regras é que vamos assimilá-las.

Para você que ainda não está a par das mudanças provocadas pelo acordo ortográfico, segue um resumo delas:

As mudanças do acordo ortográfico (português do Brasil)

1. O retorno das letras “k”, “w” e “y”

É na verdade um retorno oficial, pois elas de fato nunca deixaram de fazer parte do nosso alfabeto. Basta consultar nossos principais dicionários e ver que todos registram verbetes com “k”, “w” e “y”.

E não há nenhuma mudança quanto ao emprego delas, que continuam a ser usadas:

a) na grafia de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt);
b) na grafia de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): show, playboy, playground, yin, yang, Washington, William, Kennedy, Kafka, kafkiano, kardecista.

2. O fim do trema

O trema deixa de ser usado. Ele, porém, permanece nos nomes próprios estrangeiros e em seus derivados: Hübner, hübnerita.

3. Novas regras de acentuação

- As palavras paroxítonas com os ditongos abertos “ei” e "oi" perdem o acento. Como é: idéia, geléia, bóia, apóie, apóiem, apóio (verbo), asteróide, heróico. Como será: ideia, geleia, boia, apoie, apoiem, apoio, asteroide, heroico. Atenção: permanece o acento das palavras terminadas em “éis”, “éu(s)” e “ói(s)”: papéis, céu, troféus, dói, heróis.

- O acento do “i” e do “u” tônicos precedidos de ditongo, em palavras paroxítonas, deixa de ser usado. Como é: baiúca, feiúra, cauíla. Como será: baiuca, feiura, cauila.
Observação: O acento permanece em palavras oxítonas: Piauí, tuiuiú.

- O circunflexo das palavras terminadas “oo” e “eem” deixa de ser usado: voo, abençoo, creem, deem, leem e veem.

- O acento diferencial de “pára” (verbo), “pêlo”, “pélo”, “pêra” e “pólo” desaparece. O correto passa a ser “para”, “pelo”, “pelo”, “pera” e “polo”.

Atenção: o acento de “pôr” e “pôde” permanece.

- O acento agudo de verbos como “apaziguar”, “averiguar”, “argüir” e “redargüir” deixa de ser usado. Como é: apazigúe, averigúem, argúem, redargúi. Como será:


a) Alguns verbos terminados em guar, quar e quir, como "aguar", "averiguar", "apaziguar", "desaguar", "enxaguar", "obliquar",
"delinqüir", admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e do imperativo. Nesse caso, duas grafias serão aceitas: se a tonicidade recair no "u", não haverá acento: aguo, enxague, delinquem; se a tonicidade recair nas vogais "a" ou "i" da sílaba anterior, elas serão acentuadas: águo, enxágue, delínquem.


b) O “u” tônico de argüir e redargüir deixará de ser acentuado nas formas (tu) arguis/ redarguis, (ele) argui/ redargui, (eles) arguem/ redarguem.

4. Novas regras do hífen

- Prefixos e falsos prefixos se ligam com hífen a palavras iniciadas por “h”: anti-higiênico, anti-histórico, co-herdeiro, macro-história, mini-hotel, proto-história, sobre-humano, sub-hepático, sub-humano, super-homem, ultra-humano.

Algumas exceções – palavras formadas pelos prefixos des-, in- e re-: desumano, desumidificar, inábil, inumano, reidratar, reidratação, reabilitar.

- Se o prefixo termina por vogal e o segundo elemento começa pela mesma vogal, usa-se o hífen: anti-ibérico, anti-imperialista, anti-inflacionário, anti-inflamatório, auto-observação, contra-atacar, contra-ataque, micro-ondas, micro-ônibus, micro-organismo, para-atleta, semi-internato, semi-interno.

Exceção – o prefixo “co”: coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante.

- Se o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento, não se usa o hífen: aeroespacial, agroindustrial, antiaéreo, antieducativo, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, coautor, coedição, extraescolar, infraestrutura, plurianual.

- Se o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de “r” ou “s”, não se usa o hífen: anteprojeto, antipedagógico, autopeça, autoproteção, coprodução, geopolítica, microcomputador, pseudomédico, semicírculo, semideus, seminovo, ultramoderno.

- Se o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por “r” ou “s”, além de não haver hífen, dobram-se essas letras: antirrábico, antirracismo, antirreligioso, antirrugas, antissocial, biorritmo, contrarregra, contrassenso, cosseno, infrassom, georreferência, microssistema, minissaia, microrregião, multissecular, neorrealismo, neossimbolista, semirreta, ultrarresistente, ultrassom.

- Se o primeiro elemento termina por consoante igual à que inicia o segundo, usa-se o hífen: hiper-requintado, inter-racial, inter-regional, mal-limpo, sub-bibliotecário, super-racista, super-reacionário, super-resistente, super-romântico.

- Se o prefixo termina em consoante diferente da que inicia o segundo elemento, não se usa o hífen: hipermercado, intermunicipal, superproteção, subchefe, subsede.


- O prefixo “sub-” se liga com hífen a “b”, “h” e “r”: sub-bloco, sub-humano, sub-hepático, sub-região, sub-reino.

- Os prefixos “circum-” e “pan-” se ligam com hífen a vogal, “h”, “m” e “n”: circum-escolar, circum-navegação, pan-americano, pan-mágico, pan-negritude.

- Se o prefixo termina em consoante e o segundo elemento começa por vogal, não se usa o hífen: hiperacidez, hiperativo, interescolar, interestadual, interestelar, interestudantil, superamigo, superaquecimento, supereconômico, superexigente, superinteressante, superotimismo.

- Os prefixos “ex-”, “além-”, “aquém-”, “recém-”, “sem-”, “pós-”, “pré-”,“pró-” e “vice-” ligam-se com hífen ao elemento seguinte: além-mar, aquém-mar, ex-aluno, ex-diretor, ex-prefeito, ex-presidente, pós-graduação, pré-história, pré-vestibular, pró-europeu, pró-reforma, recém-casado, recém-nascido, sem-terra, sem-teto, vice-governador, vice-presidente.

-Usa-se o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani “-açu”, “-guaçu” e
“-mirim” quando o primeiro elemento termina em vogal acentuada graficamente ou em tônica nasal: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu, Ceará-Mirim, paraná-mirim.
-Não se usa o hífen em palavras que perderam a noção de composição: catavento, girassol, madressilva, mandachuva, paralama, paraquedas, paraquedista, pontapé, vagalume.
Observação: Como o
texto do acordo é muito vago, considere, neste primeiro momento, apenas essas palavras como as que “perderam a noção de composição”.



- A regra de “bem” com hífen não muda, continuaremos grafando “bem-humorado”, “bem-sucedido”, “bem-visto”. No entanto, algumas palavras perderão o hífen e ficarão unidas ao termo seguinte com o “m” virando “n”. Ei-las: benfeito, benquerer e benquerido.

Chuva de três dias favorece lavouras e pastagens gaúchas
Três dias de chuva podem ter suavizado o efeito da estiagem nas lavouras de soja no Rio Grande do Sul. Com plantio atrasado devido à falta de umidade no solo ou crescimento mais lento do que o habitual, o cultivo é um dos poucos beneficiados pelo alívio no tempo seco que castiga 43 municípios gaúchos.

– Na região de Passo Fundo choveu bem, situação favorável para a soja. Nas áreas em que houve plantio recente na região noroeste, a semeadura tardia já determina perdas, mas chuvas regulares serão necessárias para recuperar parte do potencial de produção – explica Dirceu Gassen, gerente técnico da Cooperativa dos Agricultores de Plantio Direto.

Ainda é cedo para avaliar se houve benefício com a chuva do final de semana no caso das lavouras de milho. A situação, uma das mais preocupantes, permanece crítica.

– Para o milho, o impacto da estiagem é irreversível. Em poucas regiões onde o milho foi plantado mais tarde, pode ter havido algum favorecimento, mas ainda não sabemos avaliar – afirma o assistente técnico estadual da Emater Luiz Ataídes Jacobsen.

O técnico prevê que a produção do cereal deverá ficar abaixo das 5,3 milhões de toneladas previstas inicialmente pela Companhia Nacional de Abastecimento. Nas áreas onde houve atraso na semeadura de soja, a confirmação da recuperação ainda depende, ressalva Gassen, de chuvas regulares até fevereiro. Neste mês, porém, a esperança é pequena, avisa Cléo Kuhn, da Central de Meteorologia:

– Vai chover abaixo da média e não estão previstos fenômenos climáticos.

fonte: Canal Rural

Previsão do tempo para esta segunda-feira
Um sistema frontal se afastou e deu lugar a uma massa de ar seco e frio que tomou conta do Rio Grande do Sul, fazendo as temperaturas despencarem nesta manhã de segunda-feira, especialmente na Serra. Porém, o sol logo predomina e as temperaturas sobem em todo o Estado, chegando a fazer bastante calor no oeste.

Nos próximos dias, o tempo continua com sol entre nuvens, temperatura em elevação e umidade relativa do ar mais baixa.

Novo cálculo afetará preço de bebibas
Uma alteração na forma de cálculo dos impostos federais que incidem sobre bebidas como água, cerveja e refrigerantes pode provocar mudança nos preços desses itens em 2009.

A modificação, que entra em vigor nesta quinta-feira, dia 1º, prevê uma nova tabela para cobrança de IPI e PIS/Cofins no segmento. Na regra antiga, todas as indústrias pagavam um mesmo valor fixo do tributo por litro produzido, conforme o tipo de bebida. Com a mudança, cada empresa vai pagar um valor diferente, proporcional aos preços médios de venda.

A alteração é elogiada pela Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras), que representa as pequenas indústrias do setor. A entidade criticava o antigo método, apontado como injusto por não cobrar o imposto proporcionalmente aos preços.

– Isso vai gerar uma competição muito maior – afirma o presidente da associação, Fernando de Bairros, que projeta alta de até 10% nos preços das grandes companhias.

Entre as gigantes do setor, a posição é de cautela em relação à previsão de alterações de preços. A cervejaria Femsa e a Vonpar informaram que avaliam formas de reduzir o impacto no preço final. Procurada, a Ambev não quis se pronunciar sobre o tema.

 


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