28 de julho de 2010
Juventude rural não quer deixar o campo, mas precisa de condições para ficar
Ao contrário do que muitos pensam, a juventude rural brasileira não anseia em deixar o campo e seguir para os grandes centros urbanos, mas as condições impostas no interior do país forçam a saída desses jovens, de acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).
Ao participar da cerimônia de abertura do 2º Festival Nacional da Juventude Rural, a secretária de Jovens Trabalhadores Rurais da Contag, Maria Elenice Anastácio, lembrou que quase 8 milhões de jovens trabalham no campo - 3 milhões deles permanecem analfabetos. Há problemas também na área de saúde, crédito, estradas e moradia. — Não somos a minoria, como é dito nas estatísticas. Somos marcados pela invisibilidade. Pregaram, ao longo dos anos, que a juventude é o futuro. Porém, esse futuro depende do presente que estamos ofertando para essa juventude — disse ela, ao destacar o que considera uma dívida histórica do Brasil com a juventude. |